segunda-feira, 11 de julho de 2011

Wormholes - O Catálogo Mais Completo de Todos os (Espaço-)Tempos!

Interessado em ter um meio de transporte eficiente, rápido e moderno? Ou talvez apenas um espelho diferente? Cansou de ficar se perguntando como como devia ser a vida há alguns milhares de anos? Ou está louco de vontade de dar uma espiadinha nos netos que você ainda não teve? Desistiu de viajar pra Austrália por causa do preço das passagens? Ou você só faz o tipo sedentário mesmo?
Não importa qual dessas perguntas você respondeu, nem se as aulas de física já não te emocionam mais: NÓS TEMOS A SOLUÇÃO PARA VOCÊ!
Adquira agora mesmo seu próprio WORMHOLE!


É o único que resolve todos esses problemas e ainda te leva numa aventura para além do horizonte de eventos!
Diversos tamanhos, formatos e níveis de impossibilidade disponíveis ao alcance de suas equações!
E não se preocupe com o combustível: a energia infinita necessária para abrir uma dessas belezinhas, a gente fornece inteiramente grátis!
Confira:

MODELOS ESPACIAIS:
Wormhole Lugaresco Fixo - Instale na parede do seu quarto, do seu banheiro, no chão da sua varanda ou mesmo no telhado. Uma vez ativado, ele permanecerá para sempre nesse mesmo ponto do espaço, esperando que você o atravesse. É estável e a melhor opção para quem tem filhos que mexem em tudo. Conecta o local de instalação com um ponto também fixo em qualquer lugar do planeta (temos 57332189 destinos disponíveis, inclusive na Coréia do Norte e no fundo do Oceano Pacífico) e te permite viajar para esse lugar a hora que bem entender, à distância de um simples passo. Acompanha a passagem do tempo, tanto na boca de entrada quanto na de saída. Permita-se ter dois verões no mesmo ano! Obs: Não nos responsabilizamos por cálculos errôneos de fuso-horário e horários de verão.
Wormhole Lugaresco Portátil - Ao custo adicional de apenas mais algumas potências de 10 de energia, dê-se ao luxo de poder levar para onde quiser sua viagem dos sonhos! Pouco diferente de um espelho, carregue em sua mala, mochila, carro ou debaixo do braço mesmo. Seu destino estará esperando quietinho do outro lado, esteja você em casa, no trabalho ou em cima de um trator desgovernado. Garantimos um pouso suave, sem turbulências. Mas não se esqueça de usá-lo somente em local seguro. Se algum marginal encontrá-lo dando sopa no chão enquanto você está do outro lado, você pode acabar voltando de suas férias excelentes para um antro de bandidos. Obs: O uso indevido do produto é de total responsabilidade do usuário, e sugere-se discrição ao adentrar a boca do wormhole.


Wormhole Lugaresco de Destino Móvel - Oposto ao modelo anterior, instale uma entrada fixa (em sua residência, por exemplo) e desemboque numa saída portátil, que você pode levar para onde quiser. Opção interessante para quem gosta de viajar para muitos lugares diferentes mas não tem o costume de sair de casa no dia-a-dia. Permita-se visitar uma cidade diferente por travessia - basta lembrar de deixar a boca de saída numa cidade diferente de onde ela se encontrava quando você atravessou. Ideal para viagens com crianças e passeios turísticos comerciais. As mesmas recomendações são sugeridas para esta versão.
Wormhole Flexible Travels - O mais versátil dentre os modelos espaciais, este wormhole possui suas duas bocas totalmente móveis! Leve tanto seu ponto de partida quanto seu destino para onde quiser! Você pode até mesmo colocar as duas bocas lado a lado e divertir-se vendo a si mesmo dividido em dois, enquanto atravessa! É uma opção interessante para pesquisadores e profissionais que viajam muito, tornando-se uma ferramenta de trabalho altamente valiosa! O custo adicional de energia infinita pode ser financiado com um prazo de uma eternidade razoável através de nossos consórcios. Além das recomendações anteriores, há um termo de compromisso crucial que deve ser assinado pelo cliente: JAMAIS tente passar uma das bocas pela outra! As consequências de tal ato estão além da imaginação fértil de nossos projetistas.

MODELOS TEMPORAIS:
Breve, num post próximo de você!

Aventuras no Jardim Botânico

Um Gian se vê solitário entre os altos pinheiros da área de piquenique. Não há mais ninguém ali. Tudo está macabramente silencioso, e uma tensão crescente se faz sentir nos pêlos da nuca do jovem rapaz, que se arrepiam de terror ao perceber o perigo rondante. Não há vento ou qualquer tipo de movimento. Mesmo assim, o horror começa a se despejar em gotas pegajosas e invisíveis por sobre a consciência do jovem. Ele sabe, instintivamente, que dentro de frações de segundo algo terrível acontecerá com ele, até que não reste sequer o rastro de seu esqueleto, para contar a história vil que iria se desenrolar.
Tá, mentira^^
A coisa emocionante que aconteceu foi que o Leo chegou dirigindo, trazendo a minha Isinha (yey!), o Gustav, a Carol e a Jaque. A Isa tava toda preparada pra uma trilha na selva, com suas botas de caminhada novas e lindas, seu cinto de utilidades com garrafa d'água e seu boné do Smithsonian. A Jaque veio com um chapéu deveras legal.
Daí alguns minutos depois chegou o aniversariante xD O Melga trouxe o Lucas Literatura (pra facilitar, "Literalucas") de carona da entrada. Ele tinha chegado mais cedo que eu Oo!!!
A Isa usou seus olhos de águia pra ver um espelho d'água do outro lado da rua, e a gente foi lá, e se reuniu numa rodinha pra ficar falando aleatoriedades, como por exemplo "escrever o roteiro de Bioshock - O Filme"*.* O Charles chegou mais ou menos na hora em que eu entrei na floresta pra procurar cajados. Achei três, que ficaram trocando de mãos a todo momento.
De volta aos pinheiros, ficamos esperando o Drew por um tempo. Um tempão, na verdade. Tão tempão que os Melgares fizeram amizade com uma família coreana, o Carlos e o Literalucas jogaram peteca, eu e o Gustav cantamos Faroeste Caboclocom muita emoção e os outros randomizaram também.
Até fomos perguntar pros coreanos o que siginificava "Chymio Hong Dang"... Mas não era coreano. Em contrapartida, descobrimos que "Tchukarramida" significa "Parabéns!" Essas coisas que os Carlos sabem...
Bom, o Drew demorou que não chegou, então começamos a caminhada. O vô do Melga foi na retaguarda e ele na frente, munido de meu canivete suíço e minha bússula dourada (:O). A trilha pro mirante é maneira. Tem um trecho que é todo ladeado por samambaias: verdes, douradas, prateadas*-*
Paramos diversas vezes para ver frutos, flores, classificar líquens e musgos, cantarolar e ver borboletas. Oo Meu Deus, como foi gay oO!!
Depois de passar pela mata aberta das plantas esquisitas, chegamos ao mirante. Ele só tem dois andares mas dá pra ver toda Brasília lá de cima. Very nice. As fotos foram divertidas, inclusive tiramos uma automática que foi muito tensa, porque a câmera balançou em cima do parapeito e ameaçou se espatifar lá embaixo.
Como o Leo estava atrasado pra ir, voltamos mais rápido pelo caminho, eu e meu amor (e a Mari Melgares), conversando e trilhando muito. Foi deveras coooool!
Quando chegamos na área de piquenique de novo, o Carlos disse que ele tinha visto um tatu! Mas tudo bem, porque nós vimos a borboleta 8.
O lanche foi ótimo, com sanduíches legais e pão sírio com patê de frango. Quer dizer, pelo menos pra mim xD
Foi durante o lanche que o Drew e a May chegaram. Ele trouxe violon, e a gente comeu, conversou e panz! Daí eu não me lembro exatamente da ordem das coisas, de forma que vou simplesmente lançar coisas soltas: banco da biologia, Disney Oh Nice, Erga de Richer, Gian quase sendo estilingado na árvore, Leo indo embora, macacos.
Aaaah, os macacos^^ O Carlos também provou que tem olhos de águia, porque viu o macaco a uns 100 metros de distância, no meio das árvores. E era um macaco cor-de-árvore!!! Quando chegamos perto, vimos que eram uns seis micos. Muito bonitinhos e velozes! Pulavam, corriam pra cima e pra baixo nos troncos, faziam macacadas. Teve um que provou que é profissional em parkour! Daí alguma coisa fez com que todos eles se embrenhassem na floresta, em fila. Foi maneiro^^
Acho que foi mais ou menos nessa hora que cantamos Parabéns pro Melga. Mas não tenho certeza =x Só sei que o Melga foi genial! As velas dele eram assim: "10010". DEZOITO EM BINÁRIO =D Achei genial! E o discurso dele foi muito bonito também. Ele é um grande cara.
Daí fomos ver o orquidário e talz. Primeiro fomos eu e a Isa, e quando estávamos chegando num salão de exposição lá, percebemos que estávamos sendo seguidos. Nos escondemos dentro de uma casinha e esperamos. Daí saímos velozmente com nossas metralhadoras e abatemos o Carlos e o Literalucas antes que eles tivessem chance de reagir! Somos fodas, huah! :D
Daí entramos no salão de exposição. Vieram o Drew e a May em seguida. Vimos as fotos do Niemeyer de pedra et al., os insetos e os crânios do cerrado. Ficamos um tempão olhando pra um que parecia uma serpente-do-mar, até que eu percebi que era um tamanduá. Sem membros, é claro. A Isa identificou o de uma capivara também.
Passamos pelo relógio-de-sol-ultra-maneiro. Dali fomos para os espelhos d'água, onde tem ciprestes e pinheirinhos nas margens. A água é escura e eu mostrei pra galëre o nível da água nos diferentes pontos do espelho. Novamente os cajados se provaram úteis.
Atravessamos as pontezinhas e entramos no Orquidário, onde aparentemente quebramos o clima de um casal que estava lá. =x Sorry, folks!
Tinham poucas plantas floridas, mas muitos tubos de ensaio com gosmas coloridas, onde estavam plantados brotinhos. Eu, o Drew e a Isa (acho) apostamos que era pras flores nascerem coloridas^^ Lá tinha xaxins e baunilha, também.
Ficamos sentados lá nas escadas um tempo, jogando conversa fora e falando de assuntos mil. Daí partimos para o último local da jornada: o Jardim dos Cheiros. É um labirintozinho com plantas aromáticas (não ciclocarbônicas) plantadas. Tinha até mirra! As mais legais foram lavanda (que a Isa sempre quis ver for real), uma de estourar e as cavalinhas! Há, elas me fizeram ganhar um milhão de reais do Melga, já que ele tinha apostado que quem achasse uma sequer, ganharia tal valor. Ainda está me devendo, Melgsy ¬¬
Por fim voltamos para a área de piquenique e decidimos quem ia embora com quem. Meus pais tavam lá, esperando pra irmos. Acabou que o Gustav, Carol, Drew, Literalucas, e os Melgares foram no carro dos Melgares. No nosso, foram meus pais, a Isa (no colo da minha mãe, na frente), May, Jaque e Charles. Eu fui no porta-malas, com ele aberto. Foi a última aventura da jornada. Tentei jogar uma granada nas pessoas do carro, mas com minha ótima mira só consegui fazer o estróbilo ricochetear na tampa do porta-malas e explodir na estrada. Espero que os Melgares não tenham ficado muito feridos =O É assustador ver um carro se aproximando veloz e vorazmente quando se está num porta-malas aberto, sem cinto de segurança. E foi de propósito que eles aceleraram^^
Chegamos na entrada do JBB e o Drew e a May ficaram esperando o pai dele. Pude enfim voltar para o conforto de um banco de carro, com a Isinha no colo, e após breves despedidas, vazamos. Deixamos o Carlos na rodô, brincamos num joguinho maneiro do celular da Jaque, que tem que destruir umas bolhinhas, e enfim deixamos a Isa e a Jaque no Sudoca.
Daí eu deitei no banco traseiro do carro e fiquei pensando, devaneando: "Caaaara, foi maneiro^^" E de fato, foi =D