quarta-feira, 23 de março de 2011

Imitações


A pedidos do Gian, tomaí procêis.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Trúniversidade

Começou o semestre!
Vida longa aos trú!
Agora em sua versão universitária /o/

sábado, 19 de março de 2011

Tirando do Baú... e Mostrando ao Mundo

Tenho certeza de que não é uma boa idéia...
Mas eu tô com muito sono pra perceber isso, então dane-se.

É que eu tava ouvindo hoje alguns projetos de músicas que fiz, há tempos, e que acabei por deixar abandonados.
Tive contribuições, em alguns. Contribuições que salvaram as melodias, diga-se de passagem.
Daí decidi lançar meu primeiro álbum, por aqui mesmo, já que pelo menos assim ele fica sendo underground, embora menos underground do que quando ele só existia na minha pasta do Guitar Pro.
Drew, considere isso um incentivo para você lançar também o seu, que é épico de verdade, e não só um monte de sons zoados misturados.
Sem mais delongas, apresento-lhes meu primeiro álbum - que CERTAMENTE me levará ao sucesso imediato e à fama imortal -, essa bosta que eu resolvi chamar de...


INSANIA IN SONUS 
01 - "1h33"
02 - "Shadow Hide You"
03 - "Barry & Fible Lullaby"
04 - "Barry & Fible Jam"
05 - "Noz Moscada e Macadâmia"
06 - "Washout"
07 - "Alegria & Metralhadoras"
08 - "Lafitte"
09 - "A Raspa Esquerda do Olho do Lobo-Guará"
10 - "Electric Inspiration"
11 - "Sparkles of the Red One"
12 - "Purple Cult Coffee Song"
13 - "Overdose"


(clique aqui pra baixar o arquivo .rar com as músicas)

*A faixa "1h33" foi composta em parceria com o Rafael Medeiros
** A faixa "Electric Inspiration" teve contribuição do André Ribeiro

É isso aí.
Você (que se arriscou a baixar o arquivo e ouvir) deve ter notado que muitas das melodias são parecidas, curtas, bobas. Mas é trú. Como disse o David no primeiro post dele no blog: "Eu não disse que era bom, disse que era trú."
Sinto muito pelo tempo perdido, mas pelo menos é rapidinho, e não tem "dinheiro de volta" nenhum pra cobrar^^''
Agora, tenho que admitir que as faixas 01, 10, 11 e 12 são-me muito queridas, e quem sabe algum dia eu finalize elas pra valer...

Carpe diem o/

quinta-feira, 17 de março de 2011

Gian's Saga 4 - Mas Livrai-nos do Mal, Ah... Nem!

- Põe aí: "Argonians: lagartos superdesenvolvidos que acham que são gente, falam com voz de disco riscado e conseguem respirar debaixo d'água. Têm rabo, pele escamosa e um bafo de peixe terrível." Anotou, rapaz?
- Anotado.
- Beleza. Agora: "Khajiits: gatinhos que tomaram leite demais, também acham que são civilizados, a voz parece um caco de vidro arranhando quadro de giz, pulam pacarái, têm rabo, bafo de enguia..." Sobre eles, tá bom.
- Ficou quase igual ao de antes, irmão Gustav.
- Ah, Bruno, essas bestas são todas iguais. Agora me dá um peda'd ca'ne pa mim cumê que eu já vou ditar sobre os orcs.
Bruno gentilmente passa uma fatia remelenta de carne da sua perna para irmão Gustav. O jovem monge com espinhas na cabeça delicia-se com o naco abominável por alguns instantes e então continua o monólogo:
- "Orcs: parecem o Shrek, só que bem mais feios. São fortes pra caramba e tem umas presas de javali, além de serem bons ferreiros. Fedem."
- Irmão Gustav, seu olfato está me parecendo muito exigente.
- Ora, Bruno! Quem não toma o banho do mês é fedorento, ponto final. Agora, fadas...
- Pode falar. - disse Bruno, discretamente levantando o braço para inspecionar se o banho do mês anterior ainda estava em dia.
- "Fadas: na verdade não tem fada nenhuma no jogo lá, nem em lugar nenhum desse mundão que o Gian tá usando como inspiração pra escrever esse conto zoado. Mas a Isa é pequenina demais pra ser qualquer outra coisa, então, vamos fingir que acreditamos que o cruzamento de uma elfa com um vagalume, não me pergunte como, gera uma fada", pode ser?
- Me soa bastante razoável.
- Perfeito. Então vamos aos "Imperiais, bretons, redguards e nórdicos: todos são humanos, e todos são iguais. As únicas diferenças são que os primeiros se acham demais, os segundos têm dedos longos, os terceiros são negros, e os últimos gostam do frio." Pronto.
- Bastante sucinta essa descrição, caríssimo.
- Eu diria até... objetiva! Pois bem, continuemos, sim? - ao sinal positivo deveras exagerado do Bruno, irmão Gustav prosseguiu: - "Altmers e Dunmers: também chamados, respectivamente, de elfos altos e elfos negros, são só a ralé. Podem até ser bons com magia, mas no fundo não passam de um pessoal de voz irritante e orelhas pontudas."
- Percebo algum ressentimento com nossos irmãos élficos, irmão Gustav?
- Nah! - disse Gustav, indo até o musiofone (uma espécie de toca-discos medieval, inventado pelo Bruno)  para colocar um disco. - É só que eu estou reservando o melhor para o final. Escreve aí: "Bosmers:...
E começou a tocar "Preta Pretinha", dos Muito-Velhos Baianos, enquanto Gustav improvisava um passo de dança contorcido, estando visivelmente emocionado.
- ...são os elfos mais maneiros de todos. Na verdade, é a raça mais maneira de TODAS. Eles são sagazes, inteligentes, divertidos, belos, ótimos dançarinos, cineastas fantásticos, tradutores pefeitos e, alguns dos mais incríveis têm a habilidade de enloirecer os cabelos quando querem". - ele jogou as mãos pro alto enquanto suas pernas rodavam que nem alunos do fundão ao receber o último boletim do ano. - Eu comentei que eles também são as criaturas mais viris do continente?
- Hahaha, ok, irmão Gustav, é uma fidedigna descrição da nossa raça, mas... agora que acabou... - disse Bruno, indo retirar a agulha do aparato musical antes que o colega começasse a tentar colocar o pé na cabeça. - Qual foi o objetivo?
Irmão Gustav parou, alisando os fios da clara barbicha.
- O objetivo do quê, meu filho?!
- De descrever as dez raças civilizadas que habitam nosso glorioso continente! Existem centenas de pergaminhos e livros que falam sobre cada uma das raças em detalhes. Por que escrever mais um? Ainda mais um tão... sucinto.
- Eu diria até... direto! Ora, não é óbvio o motivo?! - e esse é o momento em que você imagina o Gustav, vestido de toga marrom, virando solenemente para olhar para você (sim, você leitor!) e apontar uma palma estendida piedosamente em sua direção. - A maioria dos leitores não deve saber pindarola nenhuma sobre essa merda!
- Ah.
- É, ué! Afinal de contas, o insano do Gian começa a falar de argonians, fadas, nórdicos e o escambau, e sequer explica que porra é essa?! É um serviço cone, mas alguém tem que fazê-lo, não é!?
- Claro, claro, irmão Gustav. - disse Bruno, descansando a pena e pegando os eletrodos. - Agora, trato é trato. Você disse que se eu copiasse esse monólogo, apesar de o monge copista aqui ser você, eu ia poder usar sua jacuzzi para testar meu atirador automático de limões, lembra?
- Olha, na verdade não lembro não, e não tem escrito isso em lugar nenhum pra provar. Mas tudo bem, eu tô com preguiça demais pra te impedir. Eu quero mórreeeeer!
- Deixa de drama, irmão Gustav! - disse Bruno, o inventor, correndo empolgado para o luxuoso banheiro do monge.
- Ahhh.... vida de monge é difícil, Rutê. - disse Gustav, se sentando em sua poltrona com encosto reclinável e 27 tipos diferentes de massagem. Ele levantou a mão para afagar sua querida narceja, Rutê, um animal raríssimo, incrivelmente divertido e ótimo jogador de poker.
Irmão Gustav, como é possível observar, é um homem temente aos deuses, cheio de fé e penitência em seu coração, seguidor fiel da castidade e muito comprometido com as doutrinas religiosas. Ou não.
Ele vivia com seu colega bosmer, Bruno, num monastério isolado, no meio da Floresta Ululante. Era uma residência pacata, simples e humilde, com uma biblioteca onde o monge trabalhava e quase nada mais. Apenas três quadras de tênis que nunca eram usadas, uma jacuzzi, seis jardins de inverno (nos quais irmão Gustav cultiva cactos, por ironia), uma sala particular de jogos, oito escadas rolantes (à manivela) e um Home Theater de chocolate, idealizado pro Bruno. Era, como se vê, um lugar monótono, perfeito para um monge copista realizar seu ofício sem se desconcentrar.
O lugar ainda não havia sido encontrado pelos agentes do mal que agora patrulhavam e aterrorizavam todo o Império em nome do caos que caíra sobre a terra, sem pára-quedas, havia três anos. O monastério era ocultado por duas invenções geniais do jovem Bruno, que cercavam todo o perímetro do lugar: placas de PARE e indicações de retorno.
Dessa forma, irmão Gustav vivia em paz, tendo preguiça e traduzindo peças de teatro, enquanto Bruno, seu amigo de infância e atualmente um dos mais brilhantes (ou loucos) inventores do Império, morava com ele, pagando o aluguel em forma de aparelhos úteis à vida notoriamente corrida e estressante do monge.
Os dois elfos da floresta achavam que nenhum mal poderia atingi-los, nem mesmo o mal-de-Parkinson, mas aquele fim de tarde absurdamente belo lhes revelou que a vida... a vida é uma caixinha de surpresas.
- AAAAAAAAHHH!!!!! - gritou Bruno, do terceiro andar, o que fez Rutê voejar assustada para seu poleiro de ouro. Irmão Gustav acordou sobressaltado de seu cochilo na poltrona, irritado que o amigo tivesse interrompido seu sonho com Carmen Electra usando um biquíni de sorvete em dia de sol, e viu o inventor deslizar horrorizado pelo corrimão da magnífica escadaria de mogno.
- Que foi, seu maluco?!
Bruno parecia em estado de choque quando pôs as mãos nos ombros de irmão Gustav e tentou falar:
- Eles... e-eles nos encontraram!
- Quem?! Quem nos encontraram? - perguntou o monge, começando a ficar levemente incomodado. Mas não resistiu à piada: - Relaxa, mizinfio, ainda podem bater "um, dois, três, salve todos"!
Bruno sacudiu a cabeça, em pânico.
- O caos! O horror! - ele engoliu em seco. - Quer que eu seja sucinto?
- Eu diria até... breve! Desembucha logo, criatura!
- Dois unicórnios usando snorkels e pés-de-pato acabaram de se materializar na sua jacuzzi!
Então Gustav estaca novamente, vira-se lentamente com o olhar inexpressivo fixo no leitor e profere, sucintamente:
- Oh, merda.

quarta-feira, 16 de março de 2011

O Discurso do Rei

http://www.dorkly.com/video/11850/dorkly-bits-the-koopa-kings-speech

Ops, Rei errado...
sauhsuahusauhsuhasuassashasahushauhsahushahusahushausuauhsusuhasuah

Video do Dorkly Bits - Videogame Comedy

EDIT: Antes do vídeo tem um advertisement. É só esperar um pouquinho que no topo aparece um "skip ad". Clique.

sábado, 12 de março de 2011

Atravesse a faixa de pedestres corretamente!

Eu ri!

Aventuras no Outback

(MUITO CUIDADO AO TENTAR FAZER A DISTINÇÃO DO QUE É REALIDADE E DO QUE É FICÇÃO NESTE RELATO. POR EXEMPLO, NÃO ERA CEDO PELA MANHÃ.)

Cedo pela manhã. O jovem está sujo de terra, mato e suor, mas o telefone toca insistente.
É sua namorada Isa. Pulando a parte relacionamental e gnômica da conversa, vem o convite:
- O Leo chamou a gente pra ir no Outback hoje à noite.
- Ok.

***

O Outback.
Também conhecido como o Grande Deserto Australiano. Cobre uma grande parte do interior do país dos cangurus, apesar de não haver de fato marcas ou sinalização delimitando seu início e seu final. Coloquemos dessa forma: é seco, quente, árido, vermelho e continua desse jeito até onde a vista pode alcançar? Você está no Outback. Um lugar inóspito, com vegetação rasteira, pedras, cidades isoladas, pedras, cobras traiçoeiras e mais pedras. Uma dessas pedras é tão enorme que até tem nome: Ayers Rock, ou, em aborígene, Uluru.
Isso é o Outback.
Ou então, um restaurante temático deveras caro e gostoso no Park Shopping.

***

- Onde vocês tão?
- Estamos aqui no Outback (o restaurante), esperando pra poder entrar.
"Vixe", pensa.
- Tá. - responde.
Entra no restaurante; está lotado.
Procura pela galera; continua lotado.
Desiste de achá-los; mais gente entra pra deixar o lugar ainda mais lotado.
Isa o encontra na saída, perto das portas de vidro que abrem e fecham automaticamente e que são muito legais pra ficar brincando de super-poderes.
- Ué, ainda não entraram?
- Não, tá todo mundo aqui fora.
Estão todos lá fora: Isa, May, Rafa, Drew, Piá, Feipa, Melgsy, Leo, Gustav, Carol, Jaque, Bruno.
Ganharam uma senha quadrada e piscante às 19h30, mais ou menos. Quando ela vibrasse, significava que haveria uma mesa disponível para eles.
"Vixe", pensa de novo.

***

Coordenadora de Bio é muito legal. A que parece um homem? É. Marquei minha optativas. Legal. E você, Piá? Fui desligado, você não soube? Caraca! May e Rafa conversam longe. Pois é, vou ter que fazer o vestibular. A Mi não vem? E a Lalá? E a Pri? Vou na loja de música. É Alan! É Helen! AAAH, eu troco o título, se quiserem. É uma marmota. May e Rafa conversam longe. E muda o fundo, não dá pra ler. Jaque, qual é seu fluxo? Vou ter física, física, química e química. Prefiro meu curso. Prefiro o meu. Qual é a daquele segurança negão nos olhando? Vocês sabem que medalha é essa? Acho que é Rosacruz. May e Rafa conversam longe. Gente, eu tenho uma coisa muito importante pra dizer. Blá blá blá blá! Eu te amo, Feipa. Grunf... eu também. É que eu fiz luzes. O Gustav é o Benjamin Button. Que legal, vocês passearam com o Labrador. Ele é muito forte. May e Rafa conversam longe. Você tá com o cabelo grande. Vou fazer introdução ao Jornalismo. Quantas mesas ainda faltam? Alguém já viu essa placa? Role pneu à direita. Pelo menos a noite tá agradável. May e Rafa conversam longe. Tô com fome e vou embora 22h. Vamos comer? Vamos. Não tem pão no Subway! Pede a nota fiscal. Viu, foi rápido. Isa, você tem batata? Quer Big-Mac? May e Rafa conversam longe. A gente tá parecendo mendigo. Que vídeo é esse? Um filme aleatório que faz o Gustav parecer ter um orgasmo. Compra os dois Quarteirões. 11 de Setembro, 11 de Março. Viu o terremoto? Que bad, né? 11 de novembro lança Skyrim. Pede as batatinhas com queijo. A Carol é tão animada, gente! Não, amor, pode deixar que eu jogo no lixo. May e Rafa se aproximam, mas continuam conversando. A gente devia ter ido no Mittelalter. Você tem Linux no seu iPod? Eu que instalei. Qual é "Bard's Song"? May finalmente chega. Você tá tão bonito! Tá é tentando compensar o tempo que ficou lá! Uh, essa é muito boa. Já descobriu do que eles tavam rindo? Hihihihi. Depois você me conta. Quais são seus projetos. Nem ele sabe. Rafa no celular. Incubus é legal. Se você sonha com ele, ele te seduz enquanto suga sua energia. Uh... macabro. Gente tá vibrando! Sério?!?! Não. É galera, é minha hora. Já vai? Falou, cara! Falou! Falou!
22h06

***

Ele e Isa vão embora, e os outros sequer entraram. O shopping está fechando, mas eles permanecem firmes, negando-se a sair enquanto não puderem comer suas asinhas de Kookaburra (que são de frango ><) e costelas de porco com barbecue. Mas Gian e Isa precisam ir. Boa sorte aos outros.
No carro:
- Vamos pra Austrália? Aposto que a gente consegue comer antes deles sequer entrarem.
- Bora.
Felizmente o aeroporto era naquela direção.

***

O Outback.
Também conhecido como o Grande Deserto Australiano. Cobre uma grande parte do intBLÁ BLÁ BLÁ!
- Ô, garçom! Salta uma coxa de canguru com molho picante aqui por favor!
- Xá comigo, patrão! - diz o aborígene. E leva a carne exótica para a mesa do casal de anõezinhos que acabara de chegar de para-quedas.
- Bom apetite, amor.
- Pra você também, querida.
E comem um jantar romântico à luz de tochas, no topo do imponente Ayers Rock.

***

Algum tempo depois, de volta à Brasília, depois de levar a Isa pra casa:
- Alô, Drew?!
- Opa, fala aê, cara!
- Conseguiram entrar?
- Já, conseguimos! A gente entrou faz um tempinho e vamos ser atendidos agora.
Olha o relógio: 22h40
"Hehehe, sabia que a gente ainda comia primeiro. Tenho que falar pra Isa de manhã", pensa, serelepe.
- Uhum, que bom, então, cara. Manda um abraço pra todos. Ah, e aproveita e escuta a música que tá tocando no carro agora!
Põe o celular no alto-falante pro Drew escutar "Enter Sandman"
Pensa, satisfeito:
"Desertozinho simpático, o Outback...."

A pedidos do Leo...

...um layout de sorte, dessa vez^^

(Espero que dê pra ler melhor, agora)

PS: Vocês sabiam que, por tradição, se uma mulher pedir um homem em casamento em um ano bissexto, exatamente no dia 29 de fevereiro, na Irlanda, ele tem que aceitar?

quinta-feira, 10 de março de 2011

Excluí o Juvenília

Juvenília, Juvenília Café, Juvenília Cafe, Juv... qualquer coisa assim.

Pra quem não sabe, o Juvenília era um blog de pequenas coisas literárias que eu mantinha (com seus respectivos sumiços e reaparições) desde Janeiro do ano passado. Foi o sucessor -um pouco melhor sucedido- do oceano-nonsense (a galera que já me conhece há mais tempo sabe do que estou falando). E eu o excluí hoje.

Não devo justificativas a ninguém, o que é bom: não há exatamente uma justificativa. A coisa ficou saturada, alternando entre reviravoltas emocionais de cinco minutos e poemas pra tentar falar de sentimentos imaturos, essas paixões pueris que, por intensas que sejam, não levam a lugar algum (vide o post mais recente do Titulo Definitivo). A verdade é essa.

O poeta russo Vladimir Maiakóvski diz uma coisa interessante: logo quando se começa a escrever, seja poesia ou qualquer outra coisa, tem-se um reservatório emocional de uma vida inteira para se utilizar como matéria-prima. Mas esse meu último ano foi demasiado prolífico (apesar de caótico), e desgastou-se; agora é deixar na juvenília essa primeira juventude - para tentar então me rejuvenescer.

Abraços,

Pedro
(Departamento de Boêmios)

P.S.: Ainda não entendi esses naipes no plano de fundo.

terça-feira, 8 de março de 2011

Oito de Março

PARABÉNS, GI!
PARABÉNS, MAY!
E, claro, parabéns a todas as mulheres^^

Felicidades e insanidades a vocês o/

Motivos do porquê não achei ruim O Discurso do Rei ter ganho Oscar de melhor filme.

Aí estão alguns dos motivos de ter achado coerente a premiação:

Trilha Sonora

A Trilha Sonora feita por Alexandre Desplat é realmente incrível, conta com grandes nomes como Beethoven e Mozart fora canções originais igualmente boas. Os comentários que se ouvem são que a trilha sonora de a Origem é melhor, mas eu acho que as coisas são diferentes, a trilha de Hans Zimmer também é legal mas é algo que tem um encaixe com determinado tipo de filme, assim como em Discurso do Rei, foi perfeitamente selecionada e introduzida na trama.

Atuação

O filme conta com atuações impecáveis em todos os personagens. O rei nem é necessário se comentar, ganhou Oscar de melhor ator, sua esposa interpretada por Helena, num papel muito diferente do seu habitual foi feito de maneira inteligente e impecável, o especialista de fala, que na minha humilde opinião atuou melhor que o próprio Rei, mostra dois lados de sua vida, a de querer ser um ator e o de amigo/ “médico”.

História

Conta com uma história real, onde apresenta o pai da atual Rainha, Elizabeth, narrando seu problema com a gagueira. Antes de assisti-lo pensei que fosse ser uma trama muito monótona e séria, mas tive uma surpresa ao ver que o histórico, o humor e o trágico ficaram perfeitamente equilibrados dentro do longa metragem, que talvez não tivesse sido muito legal se assim não tivesse sido.

“Humanidade” empregada

Acho que o diferencial foi a humanidade posta sobre o rei, que por ser autoridade geralmente é visto como apenas uma figura pública, uma máquina, sem sentimentos, mas aqui não, ele é apenas um cara que está tentando superar um problema que as vezes quase desistiu e que tem dificuldades de tomar decisões, de assumir responsabilidade de reinar, porque não se jugava capaz disso.

Depois de tudo isso você me pergunta:

-Então champs? Quer dizer que você acha que esse era o melhor filme??

Eu digo:

-Não

Pode parecer estranho eu vim aqui defender o filme e depois de tudo dizer que eu não achei o melhor filme, porque para mim quem deveria ter ganhado o Oscar de melhor filme deveria ter sido o Cisne Negro e em segunda opção A Origem mas entendo o porquê de O Discurso do Rei ter ganho. Foi feito pra agradar a Academia e ganhar o Oscar? Sim, foi mesmo, mas não deixa de ser um excelente filme com excelente música, história e atores. Acho que apenas entenderão quando assistir o filme, mas sem preconceitos por favor.

PS: tentarei manter um ritmo de postagens maior, vendo que agora com o novo blog trú muita gente está postando e talz, só me falta assunto mesmo =P

sábado, 5 de março de 2011

Gian' Saga 3 - Para Quem os Nuggets se Dobram

- Ah, isso não foi trú, caras! - reclamou o Drew (e eu só sei disso porque ele me contou, algum tempo depois, quando finalmente nos encontramos, ok?!), meio bolado.
- Desculpe senhor, mas só estamos obedecendo ordens aqui. - disse o unicórnio roxo.
- Na verdade, até que foi divertido! - completou o unicórnio rosa, baixando o machado para se apoiar.
- Haha, foi realmente divertido, não é?! - concordou o unicórnio roxo, sacudindo a cabeça chifrada com vigor.
- EU NÃO ACHEI NADA DIVERTIDO! - gritou o Drew, começando a ficar realmente irritado.
- Shhh, você não apita nada aqui não, ow! - disse o unicórnio rosa, apontando o cabo do machado para o peito do jovem viking.
- É! - ajuntou o primeiro. - Tá pensando que unicórnio é bagunça, mermão?!
- Eu só queria entender porque infernos vocês derrubaram minha casa!
- E queimamos.
- E depois cuspimos em cima, lembra?
- Ah é, essa parte foi hilariante!
- AAAAH! - interrompeu o Drew. - Que seja! Tudo isso! Qual foi o motivo pra vocês terem feito isso, velhos?!
- Olha aqui, senhor, o senhor está começando a nos incomodar, certo?! - disse o unicórnio rosa, juntando o lança-chamas do chão. - Nós só executamos uma ordem expressa em documento oficial, vê?! - e mostrou um pedaço de guardanapo usado, em que se podiam ver desenhados toscamente um triângulo, um boneco palito e uma letra "A". - Se tinha algum problema quanto à demolição, deveria ter informado à nossa superintendência há um mês.
- Mas como é que eu ia saber que vocês tinham essa ordem?! - o Drew, parece-me, estava começando a se emputecer de verdade. - Que nem significa nada, aliás! É só um bando de desenhos sem sentido!
- Temos certeza de que enviamos uma notificação via e-mail, senhor.
- Que bosta é e-mail?! A gente tá na idade-média, caramba!
- Hmm... não tinha considerado esse empecilho, mas porque idade-média?
- Sim, a gente tá no meio do quê, afinal? - reforçou o unicórnio rosa.
- Já que estamos vivendo-a no presente, não deveria se chamar idade contemporânea?
- Isso faz bastante sentido, já que só começam a chamar essa merda aqui de idade-média por volta da época que inventam o e-mail.
- Você tem certeza de que não recebeu, senhor?
Mas nesse ponto da discussão absurda, o Drew já estava de cócoras no chão, com a cabeça entre as pernas, balançando suavemente e tentando imaginar que era um objeto de cócoras que balançava suavemente. Eu comentei que ele cantava baixinho "Dez Indiozinhos no Pequeno Bote"?
- Hmm, acho que o cidadão enfim aceitou que estava errado. - disse o unicórnio roxo, contente. - Vamos, vamos informar ao Rei Banana que já podem iniciar a construção da nova sauna aqui.
- Acho que a gente deveria ir pra aula de scuba diving primeiro. - sugeriu o unicórnio rosa, guardando as ferramentas dentro do pâncreas através de uma portinhola na barriga. - Se a gente faltar mais uma vez podemos não estar preparados pra competição semana que vem.
- Você está indubitavelmente certo, colega. Para o scuba diving então!
- YEEEEY! Scuba diving!!!
- Scubaaaa!
E desapareceram num vórtice que surgiu calamitosa e destrutivamente em cima do único móvel da casa do Drew que restara intacto: o armário de nuggets.
Vendo aquela cena arrepiantemente trágica pelo canto do olho, o Drew não conseguiu mais se conter. Desfez a posição de bolinha que assumira para não enlouquecer e gritou aos céus, em agonia:
- NÃÃÃÃÃO!!!! CORNOS!!!! BRUXOS!!!! - ele levou as mãos à barba, quase arrancando os gloriosos fios. - VOCÊS QUE FIZERAM A LAMBANÇA! AGORA VOLTEM AQUI PRA LIMPAR!!!!
Mas a única coisa que aconteceu em seguida foi que uma toupeira saiu de seu esconderijo sob o solo devastado e roubou para si um dos exemplares de Y - The First Man, uma publicação que retratava a história do primeiro homem que surgiu no reino, quando este era habitado apenas por mulheres gostosas e encantadas.
- Graugruaguadgugurfff - resmungou o rapaz nórdico, querendo, com esses fonemas, obviamente dizer: "Mano, eu só me fodo nessa merda!".
Ele caminhou, pesadamente em direção aos restos de seu cafofo.
"Para construir uma sauna! Putamerda, se ainda fosse uma taverna!", pensava ele cheio de raiva, "Já era! Já era tudo! Minhas harpas elétricas, meus alaúdes, meus quadrinhos originais do Capitão Pangéia, meus...", e nesse momento, uma pontada de dor fez seu coração se retorcer, "...meus nuggets!"
- SERÁ QUE NÃO DAVA PRA CONSTRUIR A MERDA DA SAUNA AQUI DO LADO?!?!?!!??!!!!! - ele urrou novamente aos céus, fazendo um gesto que abrangia a planície árida que se estendia por muitos quilômetros ao seu redor.
"Argh!", pensava ele outra vez, remexendo nos destroços do que antes fora seu lar, "Logo agora que eu tava praticamente me mudando daqui pras terras nevadas! Oh, merda, acho que seu Eustáquio e dona Muriel não vão mais querer comprar isso aqui. Tô ferrado!"
Ele saíra de manhã cedo para caçar veados com armadilhas nas florestas distantes, pois a comida era escassa no lugar em que vivia (diga-se de passagem, o lugar menos viking que um viking poderia morar), mas naquele dia só conseguira pegar um Pelú e dois Pelanzas, o que significava que continuaria com fome (ele pode até ser viking, mas até mesmo os vikings evitam coisas estragadas, principalmente se estas puderem afetar sua hombridade) ou então que teria que sacrificar alguns dos preciosos nuggets naquela noite.
Mas agora nem os nuggets existiam mais.
Ele ficou um tempo ainda coçando a barba, indignado, mas então resolveu tomar uma atitude. Uma atitude que mudaria para sempre o rumo de sua vida.
- Eu vou usar Colgate Total 12! - disse ele baixinho para si mesmo.
Ainda bem que a toupeira era sensata. Ela saiu do buraco em que se escondia, estapeou o Drew nas faces e apontou para alguma coisa brilhante no meio dos destroços.
- UUUUH!!! Meu machado de guerra! - e a toupeira voltou para sua toca, satisfeita por ter feito o jovem tomar a atitude certa desta vez. - Valeu aí, bródi!
O Drew correu para pegar a arma letal e magnificamente forjada que repousava paciente embaixo de tábuas, taubas e tabuadas. O metal reluzente da lâmina avermelhada sibilou quando o machado foi brandido. Drew ganhara a arma majestosa de herança de seu tio-avô-de-segundo-grau, Odin Ribeiro. Hoje em dia ele chega a ser cultuado com deus nas terras distantes de onde Drew e sua família vieram. Drew se lembrava com precisão dos momentos finais de seu tio-avô, quando, gravemente ferido por causa de uma espada que perfurara seu tórax em batalha, ele dissera ao sobrinho-neto:
- André! Deixe seu tio avô orgulhoso, André! Pare de jogar molho de pimenta na ferida, moleque!! Ah, é, e o machado é seu agora, tranqs? - e morrera em seguida, com honra e dignidade.
Drew saiu de seu devaneio e, apontando a arma para o horizonte, entoou as nobres palavras, com sua melhor voz de trovão:
- Eu vou te deixar orgulhoso, meu tio! Eu vou lutar e vou vencer esse caos que assola a terra e que destrói a casa dos outros sem nem pedir licença! Eu vou devolver a paz ao povo! E vou recuperar os nuggets que me foram tirados!!!!
E com um último urro cheio de coragem, ele começou a correr em direção à... qualquer lugar. De preferência, algum que tivesse gente pra ele decapitar. O pôr-do-sol lançou sua luz gloriosa em suas costas, e uma larga sombra surgiu à sua frente, como um presságio para os inimigos para que tomassem cuidado com sua fúria. "For Whom the Bell Tolls" começou a tocar na cena, provavelmente vinda de Asgard, onde a comida é farta e a música independe de iPods.
E Drew se tornou uma silhueta no horizonte, daí parou pra descansar um pouco e tomar um Gatorade, e então continuou correndo, até virar um ponto.
Perto do que sobrara da casa do Drew, a toupeira saiu de seu buraco, agora usando um chapéu de operária e acompanhada de mais duas dúzias de compatriotas.
- Muito bem, cambada! Vamos pôr a casa do rapaz de pé de novo! - disse ela às outras. - Se o lugar estiver essa bagunça, o Cartoon Network não vai querer fechar contrato com a gente pra exibir Coragem, o Cão Covarde aqui. Garra, fé e coração! Vamos, vamos!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Gian's Saga 2,5 - Interlúdio

Talvez alguém tenha achado estranho que eu, Gian, lagarto com ferimento na testa, narrador da história, tenha conseguido descrever com precisão nanométrica os eventos ocorridos no capítulo anterior, considerando que eu não estava presente no local, e sim cantarolando "Greensleaves" na taverna Jefferson's.
Para explicar esse aparente contrasenso, há três possibilidades de justificativa. Você leitor escolha a(s) que mais for(em) com a sua cara:
Primeira: No momento da história em que eu finalmente encontro com a cambada da carroça, eles me contam o ocorrido e eu simplesmente narro.
Segunda: Eu esqueci que isso seria um contrasenso.
Terceira: A história é minha e, portanto, eu sou onisciente (OOOOHH!!!!) dos acontecimentos.
Feito este parêntese, e logo que eu comer miojo, prossigamos com a história.

Gian's Saga 2 - Lady Roda, Conheça o Senhor Buraco

Olharam todos para a roda bela, grande, redonda e quebrada de carroça no chão.
- Supimpa. - disse o Rafa sem, de fato, estar achando aquilo sequer próximo de supimpa.
- Acontece, cara. - consolou a May.
- Mas, gente!! Se a gente ficar parado aqui, não vamos conseguir chegar à tempo! - exasperou-se a Carol. - Essa não! Se a gente não chegar a tempo, eu não vou poder dançar!!
- Sossega aí, cão. - reclamou o Rafa, questionando com uma raiva perene, porém quase conformada, a satisfação que o universo tinha em ferrar sua vida das formas mais inusitadas. - Se quiser levar a carroça nas costas, pode começar!
- A culpa é do governo corrupto, que não tá nem aí pro cidadão e faz merda nenhuma pra consertar as estradas! - refletiu a Lê, saindo da carroça.
- Lê, na verdade a gente tá numa rodovia, ó! - a Isa corrigiu, com suavidade. - Pavimentada... Alguém sabe o número do DNIT?
- E paralelepípedos de pedra são considerados pavimento? - perguntou a Michelle, com curiosidade sincera.
- Na verdade são hexágonos de pedra, mas whatever. - disse o Piá, agachando-se. - E eu concordo com a Lê! Aqueles putos só querem saber de reajuste de salário, mas consertar as..., hmm, vias!, eles não fazem.
- AAAAH! - urrou o Rafa. - Do que raios cês tão falando?! Vocês tão se ouvindo?! O que importa se isso é rodovia, estrada, trilho de trem ou o escambau?! Não tão vendo que a gente tá ferrado?!
- Ai, que estresse, isso não é nada demais! - falou a Mayara. - Deve ter alguma oficina por perto!
Os oito (porque o Tito também estava lá, embora quieto e ensaiando risadas diabólicas mentalmente) olharam ao redor.
Coloquemos desta forma: se houvesse um espaço vazio e silencioso tão vazio e silencioso que começasse a gritar de medo de si mesmo só para preencher-se de som e dar uma relaxada na tensão, esse lugar seria menos vazio e silencioso do que o que a trupe estava.
Ok, talvez tenha sido um exagero essa descrição, afinal, os grilos (provavelmente a participação do Mikhael na história) e as criaturas ocultas da noite ajudavam a quebrar o gelo.
Era basicamente campo desolado, estrada/rodovia de paralelepípedos/hexágonos e campo desolado de novo. Nada mais. Ah sim, e a lua lá em cima, macabramente cheia (de ódio, mwahuahuaha!) e envolta em nuvens negras afro-descendentes.
- Hmm... Sem querer ser pessimista... mas acho que não tem nenhuma oficina por essas bandas não. - disse o Piá.
- Pode estar invisível. - sugeriu a Michelle, olhando absorta para a cratera no solo que havia, em primeiro lugar, causado toda a situação. Ela tinha um formato similar à silhueta do Jô Soares, mas isso não era surpreendente, pois buracos costumam com frequência ser redondos.
- Como é que você não viu o buraco, Rafa?! - perguntou bastante angustiada a Carol.
- Ah, obrigado por vocalizar meus pensamentos. - disse ele, olhando fixo para o conjunto "roda-buraco", com os olhos arregalados e a expressão inquieta - Agora com licença que eu vou ali, no NADA, me matar um pouquinho.
- Não, gente, chega de besteira! - falou a Isa, tentando acalmá-los. - Isso é uma merda, mas... tá, é só uma merda mesmo, mais nada.
- A gente pode... acampar aqui hoje. - sugeriu a Mayara, já com uma barraca debaixo do ombro.
- Mas a gente tem que chegar na cidade logo! Eles vão pôr alguém pra se apresentar no nosso lugar!
- Tudo bem, a gente vai ser devorado por alguma bizarrice hoje e amanhã isso não vai importar mais.
Claro que essa tentativa de consolo da Michelle acalmou muito a Carol. A noite começou a ficar mais fria, uivos esquisitos começaram a brotar de florestas que não estavam lá, e uma fina neblina laranja axadrezada com roxo começou a aparecer aos pés deles.
- A gente poderia ir andando, não? - disse a Lê, já calçando seu novo par de Adidas Kingdom-Runner com amortecedor e luzinhas.
- E as coisas?! - reclamou o Piá. - Eu não consigo carregar um cravo, dois alaúdes, as flautas, os tambores e a máquina de refrigerante nos ombros! As leis fundamentais sobre forças são bem claras quando dizem que...
- Tá, não rola de ir andando! - interrompeu a Isa, salvando a trupe de ouvir uma dissertação maçante e complexa, apesar de correta, sobre porque um jovem não é capaz de carregar muita coisa nos ombros. - Mas eu posso ir voando até... sei lá onde, procurando por um sinal de vida, alguém que possa nos ajudar.
- Justo! - respondeu a May, jogando a barraca de volta na carroça rodeta (quem não tem uma perna é perneta, logo, quem não tem uma roda...). - Tenta encontrar de preferência alguém com comida!
- Hmm... Só tem um problema... - disse a Isa, tímida. - Eu tenho medo de escuro...
- Mas tá mó claro! - falou o Rafa, enquanto afiava uma farpa da roda quebrada para que ela pudesse penetrar debaixo de uma unha com facilidade. - A lua...
Só que foi o Rafa quem falou, então, obviamente, as nuvens encobriram a colega redonda e não feita de queijo no mesmo instante.
Silêncio. Subitamente, ouve-se um som terrível ao longe. O pior som que algum deles jamais ouviu. A trupe, arrepiada, presta muita atenção, e ao identificar o ruído nefasto, alguns de seus pêlos (a reforma ortográfica não fora (mal-)pensada ainda na Idade Média) se eriçam tanto que se desprendem da pele e fogem de medo como garotinhas.
- PELAMORDEDEUS, ISA, SÓ VAI! - gritou o Rafa, sacudindo a fada ruiva pelos ombros, aterrorizado. - Se a coisa que tá fazendo aquele barulho nos alcançar, a gente tá realmente perdido!!!
E a Isa, num impulso misturado de bravura, pavor e vontade de fazer xixi, simplesmente foi, voou, rapidamente ganhando o mundo com suas asas poderosas! ... de vinte centímetros.
- Isa, espera! - gritou novamente o Rafa, de lá da carroça. - Leve isto com você!
E entregou um pequeno chaveiro azul com circulozinhos apertáveis que reproduziam pessimamente o efeito de estourar plástico-bolha.
- Oh! Um amuleto?! Vai me proteger do mal?! Vai iluminar o caminho pra mim?! - ela tomou o objeto nas mãos com os olhos brilhando.
- Nah! Só faz uns barulhinhos legais se você aperta muitas vezes.
E com essa derradeira revelação broxante, voltou para perto do resto da trupe, que já armava os instrumentos musicais na estrada/rodovia/via-de-trânsito-rápido/ciclovia para tentar, com sua famosa música, contrabalancear o crescente e amedrontador "BABY, BABY, BABY... OOOH!" que se aproximava.
A pequena fada ruiva, munida apenas do inútil aparato azul e de sua poderosa tatuagem de estrelinhas, voou sobre a paisagem desolada em busca de ajuda.

Helen!/Alan! Helen!/Alan! Hel!/Al!

Ok, a trajetória do vídeo a seguir:
Gi (minha irmã) encontra-o num tumblr e mostra pra mim, e eu rolo de rir. Eu mostro pra Isa e pro Rafa, que rolam de rir. Rafa começa a disseminar o vídeo para seus contatos online com mensagens cândidas e suaves como: "PARA TUDO QUE VOCÊ ESTIVER FAZENDO E ASSISTE ESSE VÍDEO! AGORA!". Pessoas (possivelmente você, leitor) o assistem, e provavelmente rolam de rir. Uma dessas pessoas é a Pri, que prontamente o posta em seu blog, o Caderno Interno. Gian finalmente consegue usar o computador e decide postar o tal vídeo, gerador em potencial de bordões, para que o público geral role de rir.
Carpe diem^^


Obs: Releve o fato de que a legenda está em português de Portugal (fucking weird!) ><

terça-feira, 1 de março de 2011

Gian's Saga 1 - No Jefferson's

Acordei assustado, com a cabeça latejando.
A primeira coisa que vi foi o céu acima, margeado por árvores de copas bronzeadas. Ao meu lado, podia sentir a grama fresca e alta, roçando meu corpo caído. O sol já devia estar no final de seu ciclo, pois as nuvens reinavam solitárias e alaranjadas lá no alto.
Depois desse momento de pura sensação, minha consciência pareceu voltar à cabeça dolorida, pois senti medo.
O que eu estava fazendo deitado ali? Que lugar era aquele? Como eu tinha conseguido um ferimento na cabeça?
Muitas perguntas, muitos receios. Não tive coragem de me mexer, pois não sabia o que poderia encontrar caso ousasse olhar. Seria melhor fingir que estava morto? Quem teria me atacado? O que queriam de mim?! Porque o Pato Donald enrola a toalha na cintura quando sai do banho se ele nunca usa calças?!
- Ô, lagarto! - disse uma voz à minha esquerda, parecendo confusa - Cê vai ficar aí deitado mesmo ou vai devolver o cavalo?! Se ele fugir você vai ter que cobrir o prejuízo, fera!
Resolvi me levantar, apesar do evidente perigo que me aguardava. E me encontrei sentado no gramado dos fundos da taverna, com um cavalo parado mais à frente, pastando, e um homem de cabelos pretos e sardento me espiando indignado.
- Quê que deu?
- Como assim "quê que deu"?! Tá falando de você ter batido a cabeça no galho ou de ter ficado deitado aí que nem um gambá morto?! Eu tenho clientes esperando lá dentro, escamoso, então dá pra ser?!
E foi então que todas as lembranças me voltaram. Eu pagara ao dono da taverna para treinar com o cavalo dos estábulos na orla da floresta, afinal de contas, se eu quisesse ser um arqueiro pra valer, tinha que saber atirar montado e decorar todos os nomes dos territórios de War.
Eu já havia decorado 37 nomes, incluindo Vladivostok, claro, mas de cavalos, eu não sabia nada.
E nessa tarde, descobri que sabia menos ainda de galhos das trevas.
O poderoso deus pagão Murphius agira novamente sobre a minha vida, pois o maldito pedaço de árvore brotara por geração espontânea na frente da minha testa, só podia!
...Ou talvez eu estivesse distraído com aquele cogumelo.
Sacudi a cabeça doída, juntei minhas coisas e levantei pra ir atrás do cavalo.
- Desculpe, hein! Mas é um corno o galho que faz isso!
- Só pegue-o logo, que eu ainda tenho que escrever uma poesia pro meu perga-blog hoje!
Encontrei o animal em redor de um buraco. Ali, tudo era beira. Mas, curiosamente, o animal não estava sem vida. Levei-o de volta ao taverneiro, coçando a testa.
- Brigado aê, ahn...
- Pedro. - disse o homem, prendendo o cavalo à cerca. - Agora que tal uma bebida quente, eh?! Nosso fornecedor enviou hoje mesmo um drinque fantástico de...
- Pode ser, pode ser. - disse eu entrando no ambiente ruidoso e alegre da taverna Jefferson's. - Se não tiver cheiro de morte ou me custar um rim, pode trazer.
- De boa, manolo. - disse o taverneiro Pedro. E fechou a porta dos fundos, deixando o cavalo solitário e magro lá fora, enquanto um sol belo, azul, se punha no horizonte desolado.
Dentro da Jefferson's, tudo era barulho, bebida e barbas.
Sentei-me ao balcão e esperei pela bebida, que chegou fumegante e com cor de pé. Tomei um gole.
A bebida desceu queimando meu esôfago argoniano, tão resistente a venenos. Tinha gosto de pé.
- Ainda dói? - perguntou Pedro, apontando com a cabeça para a minha cabeça, enquanto escrevia num pergaminho (mas não com a cabeça!).
- Yep. E agora minha garganta também. - disse eu despreocupado, tomando mais um gole.
- Você nunca tinha montado num cavalo, fera?
- Claro que sim! Foi aquele galho que me atacou. Eu nunca tinha sido atacado por um galho! - refleti.
- Há! Claro. Galhos do mal sempre atacam viajantes por essas bandas. - respondeu ele, sarcástico. Anotou algo mais no pergaminho e foi atender os bárbaros sedentos que se acotovelavam nas mesinhas e jogavam Touchdown.
Terminei a bebida pavorosamente ruim e forte e recostei-me numa viga. Foi então que minha irmã apareceu. Tá, ela não é minha irmã de verdade na história, mas de qualquer forma, é a minha irmã na vida real. Deu pra captar? Hmm... Melhor eu só continuar.
A jovem manceba entrara havia pouco na taverna, vestida inteiramente com um uniforme todo preto, que ia do pescoço aos pés em botas, incluindo calças, luvas, cotoveleiras, blusa, abotoaduras, bolsos internos e externos, colete, cinto de utilidades e lenço para truques de mágica. Veio silenciosa em direção ao balcão, esperando pelo retorno do taverneiro, mas acho que deve ter ficado admirada com minha inacreditável beleza reptiliana, pois estacou ao virar pra mim.
Como ela não é minha irmã na história, eu olhei pra ela, tranquilamente, e proferi com altivez:
- E aê?!
Mas ela não me pareceu muito entusiasmada, e sim intrigada. Olhava para minha testa compenetrada. E tão subitamente quanto olhou para mim, puxou-me pela camisa para sussurrar algo em meu ouvido (só ouvido mesmo, já que orelhas eu não tenho):
- Nos fundos em dois minutos, argonian!
Eu acho que a bebida horrorosa já estava começando a fazer efeito, porque eu sequer achei esquisito que uma jovem vestida para matar pudesse ter negócios comigo, um reles lagarto aspirante à arqueiro. E lá fui eu, dois minutos depois que ela saiu, driblando as mesas apinhadas de beberrões, encontrar meu destino. Nossa, isso foi profundo.
Pela segunda vez naquele dia, saí pela porta dos fundos. Cumprimentei o cavalo com uma mesura (que é uma palavra legal, porque lembra "belezura") e achei a moça de preto próxima à árvore cujo galho do inferno havia se chocado contra mim.
- Você deve ir até o cruzamento da estrada Berenice com a trilha para o "Fim do Mundo". - disse ela, séria e eficiente. - À meia-noite da próxima segunda, um enviado estará esperando por lá.
- Peraí, segunda?! Mas segunda é um dia tão chato!
- É, mas logo em seguida já vai ser terça, sacou?! E terça é sempre maneiro.
- Hmm... Tá, assim sim. Mas peraê, ow! Que papo é esse de esperar no cruzamento da Beremundo?
- Olha, argonian, eu não estou com tempo pra desperdiçar! Vai começar Big Bang Theory daqui a pouco, e eu não tô afim de perder. - disse ela, me entregando um pergaminho dobrado. - Hoje o Sheldonius vai revelar que o mundo é redondo. Há! Só em seriado mesmo!
E afastou-se, rindo, em direção a floresta.
- Espera aí, moça! O que você quer comigo afinal?! Eu não entendi nada!
- Pare de me testar, lagarto! Me disseram pra passar a mensagem pro cara com a marca de dragão na testa, só isso! Você sabe muito bem que o resto é contigo! - e foi desaparecendo à distância, sua voz se tornando cada vez mais parecida com um murmúrio rouco de mosca-da-fruta gripada. - Se quiser reclamar, o número do magofone é...
E não ouvi mais nada.
Aquilo intrigou-me. Guardei o pergaminho no bolso, xinguei o galho, só pra me sentir melhor, e voltei pra dentro. Pedi a Pedro qualquer coisa que servisse de espelho, e ele me emprestou uma bola de gude.
- Feita sobre medida. - disse, irônico, ao me entregar.
E não é que a maldita batida na cabeça tinha deixado uma marca parecida com um dragão na minha testa?!
Incrível! Tudo bem que ele parecia manco, mas a gente releva isso.
"Nossa!", pensei comigo mesmo, "Que loucura!"
Mas eu já não estava mais muito sóbrio para perceber que, ao invés de achar aquela situação bacana, o mais sensato a fazer seria correr em círculos e gritar que nem uma mulherzinha:
- Tenho um encontro segunda à noite! - falei, todo serelepe, pro monte de sujeira e barba que era o homem que havia sentado ao meu lado no balcão.
- Que ótimo, porque eu não! - resmungou o barbudo. - Ninguém apareceu, entende?! Ninguém!
Eu não entendia mais nada àquela altura do campeonato, por isso só consolei o homem, paguei por uma porção de batatas fritas e fiquei imaginando como seria legal se eu conseguisse voar.
Só fui me tocar uma semana depois que o homem sujo e barbudo que reclamou da solidão lá na taverna tinha uma tatuagem de dragão na testa. E daí veio a epifania óbvia: é um lugar esquisito pra uma tatuagem, não é?...

Mensagem para comentadores.

Se eu entendi bem, é tipo "Não mate pessoas ou coma mãos. Apenas coamente"?

Ou do tipo "Coma mãos ou não mate pessoas -- apenas COMENTES"?

Não mate co'as mãos ou coma pessoas a penas cometas.


AAAAAAAAAAAHHHHH




Informe médico: após a lobotomia, o paciente apresentou sinais de melhora. Mas, por via das dúvidas, operamo-lo à distância.

Gian's Saga 0 - Um Prólogo Sem Cebolas e Com Batatas Fritas, Por Favor

Dezenove anos depois (que é tempo mais que suficiente pra todos nós já termos nascido e chegado às nossas idades atuais) dos eventos decorridos no reino durante a invasão maligna vinda de Oblivion, Tamriel reina em paz (eu tô citando o jogo OBLIVION, que é deveras legal e alguns dos trú conhecem bem), as plantações são férteis, o comércio é justo, o povo é feliz e A Origem ganhou o Oscar de Melhor Filme (a Academia de Cinema da idade-média era mais sensata que a atual).
A civilização louva o Grande Libertador, que cerrou para sempre os portais dimensionais daquele inferno repleto de monstros, aberrações e coordenadores do Leonardo da Vinci. Tudo caminha para a prosperidade eterna, e os votos proferidos de felicidade, esperança e menções acima de MM não poderiam ser mais verdadeiros.
Entretanto, como nem tudo é lindo e maravilhoso (porque, se fosse, a história ia ser muito chata), o vigésimo ano após o fim da guerra pousou sobre o reino como um bloco de chumbo sobre uma uva madura: abrupto, voraz, pesado e esmagador, pois trazia um novo horror consigo. Parecia que o destino do reino era continuar sofrendo ataques malignos e guerras pavorosas, para que uma franquia de jogos pudesse continuar enchendo a bufa de dinheiro com continuações.
E assim, o reino caiu em desgraça novamente. O povo feliz tornou-se triste. O comércio justo tornou-se corrupto. As plantações férteis murcharam (mas tudo bem, é só pedir que cinco amigos te mandem help pra você não perder muitas FarmCoins). E Crepúsculo ganhou o Oscar.
Como se vê, o caos se instaurou de novo na terra (e não, eu não inventei ainda que caos é esse, por isso conto com você pra imaginar a pior coisa que poderia ter acontecido e multiplicá-la por seis!), e do jeito que as coisas fluíam, parecia que seria o fim, de uma vez por todas.
Logo, grupos de resistência começaram a se formar, mas eram abatidos. Rebeliões brotaram e foram massacradas. Manifestações populares foram feitas, mas Kadafi insistiu que não desistiria de governar a Líbia. O povo se abrigava nas tavernas e se escondia nas casas precárias. E rezavam, juntos, para que algum herói se materializasse novamente (já que o Grande Libertador se cansou da monotonia pós-Oblivion e se mudou para a Venezuela, onde agora liderava uma guerrilha secreta para derrubar Hugo Chávez), para salvá-los.
Não foi bem o que eles tinham em mente. Mas esse herói apareceu. Na verdade, heróis.
Foi um grupo randômico e nem um pouco sério que se formou aos poucos e casualmente para vencer aquela batalha, e que surgiu pra arrebentar a boca do balão três anos após a chegada do novo caos.
Uma turminha eletrizante que hoje, em novos tempos de paz (ou não, vai ter que ler a história toda pra saber), é mais conhecida como Os Insanos da Idade-Média (o que eu acho injustiça, por que a gente até que fez as coisas direitinho (sim, eu sou um deles (e agora chega de parênteses)))!