Ou ainda: Capítulo Último
Com a chegada da Noiva, todos os vikings fugiram para
- O que você quer, sua megera? - gritou o André para a Noiva.
- Deixa eu demorar um tempinho pra revelar, pra dar um suspense.
- Tomar no cu cê não quer não, né, sua rapariga? - respondeu o Feipa.
- Ui, seu grosso. Tá bom, eu quero explodir o Congresso Nacional.
- Sério?? - perguntou o Gian.
E aí começaram a comemorar.
- Tá, é mentira... - disse a Noiva, irritadiça.
E pararam de comemorar.
- Eu só tava, sei lá, de saco cheio porque não tenho mais nada pra fazer, aí resolvi vir aqui pra matar tempo. Tomar um chazinho, sei lá. Mas como esse amigo de vocês me tratou tão mal, eu sei lá... Vou matar vocês um pouquinho.
- Aham, Cláudia, senta lá... - citou o Leo.
- Duvidam da minha capacidade exterminadora? Pobres mortais! Jeremias!
- Chip? - perguntou a marmota, pronta para agir.
- Faz aquele negocinho que explode.
Então, a marmota Jeremias cerrou os olhos, encurvou-se numa bola autoprotetora e, no momento em que ia pular e explodir, destruindo a possibilidade de qualquer forma de vida se proliferar sobre a Terra pelos próximos 50 anos, entrou em seu campo de visão algo que o fez parar. A Noiva, enfurecida, gritou:
- Como assim? Por que pindarolas eles ainda estão vivos?
- Veja bem, madame. Uma coisa é a senhorita me pedir para exterminar da face da Terra essa praga que é a raça humana, esses seres arrogantes que se julgam dominantes do planeta só porque têm teleencéfalo altamente desenvolvido e polegar opositor; mas são tão indoutos e inconsequentes que matam sua própria casa e, se nada for feito para impedi-los, matarão todo o universo conhecido em nome de pedacinhos coloridos de papel aos quais atribuem valores maiores do que os dados às suas próprias mães. Outra coisa é Vossa Senhoria desejar que eu me vire contra um membro da minha própria espécie, um animalzinho cativante e pacífico que não causa mal algum a ninguém e só quer viver em paz.
- Cumequié, mizinfio? - perguntou a Noiva à marmota.
- Veja, madame, aquele belo espécime de marmota chafurdando no sol. - disse Jeremias, indicando nosso amiguinho Lucas Melgares.
- Ah, não acredito. Tá, tá... - disse a Noiva, fazendo um facepalm - eu posso resolver isso sozinha. - E puxou sua espada de Hattori Hanzo, a lâmina mais mortal já feita pelo homem. - O que são uns estudantezinhos pra quem já matou um Bill?
A Noiva se lançou em nossa direção, enquanto gritava como uma guerreira ninja profissional e nós gritávamos como mulherzinhas.
Foi aí que, bem de trás dela, surgiu algo que a atacou tão rapida e ferozmente que ninguém viu. Nossa salvadora desceu ao chão e, tirando, com estilo, os cabelos caídos sobre a cara, disse, dando tchauzinho e sorrindinha:
- Oi, gente.
- Jaque!!! - gritou a Carol, correndo para abraçá-la.
- Bom, se vocês não se importam, eu vou pra Acapulco. - disse Jeremias, iniciando uma despedida. - Tchau, galera. E - disse ele, batendo no ombro do Melgares - se cuida, garoto.
Então, ele se enrolou numa bola autoprotetora e desapareceu em meio a um clarão.
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Ao cair da noite, estávamos todos sentados ao redor de uma fogueira, comendo comida instantânea e ouvindo as músicas que cada um de nós desejava. Foi aí que eu perguntei, curioso (e é uma curiosidade que você também deve ter), à Jaque:- Jaque, como é que você veio a pé até Asgard?
- Ué, - me disse ela, sem entender o porquê da pergunta - eu só segui o endereço do André...
Foi aí que nós olhamos em volta e percebemos que, o tempo todo, estivemos sentados na varanda da casa do André, e o refeitório era, na verdade, a cozinha dele.
- KLAUTAU! - gritou o Melgares, surpreso.
- Hi hi! - gritou a Carol.
- Uh uh! - gritou a Larissa.
- Au! - gritaram todos. Até a Jaque, o que fez todo mundo olhar assustado pra ela.
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E a história terminou, porque eu cansei de escrever, com todo mundo em volta de uma fogueira na casa do André cantando Barry & Fible; com o Gian, a Isa, o Melgares, o Piá e o David na faculdade, o Rafa dormindo em casa e o resto morrendo na escola. Mas, ao mesmo tempo, e mais importante ainda, cantando em volta da fogueira.FIM