segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Gustav's Saga - IT'S THE END OF THE WORLD AS WE KNOW IT, IT'S THE END OF THE WORLD AS WE KNOW IT, AND I FEEL FINE

Ou: Capítulo 16
Ou ainda: Capítulo Último

Com a chegada da Noiva, todos os vikings fugiram para salvar suas vidas lutar contra uma invasão repentina de Loki e suas hordas a outra região remota de Asgard onde há as mais belas praias do guia turístico. Nós éramos os únicos por lá.
- O que você quer, sua megera? - gritou o André para a Noiva.
- Deixa eu demorar um tempinho pra revelar, pra dar um suspense.
- Tomar no cu cê não quer não, né, sua rapariga? - respondeu o Feipa.
- Ui, seu grosso. Tá bom, eu quero explodir o Congresso Nacional.
- Sério?? - perguntou o Gian.
E aí começaram a comemorar.
- Tá, é mentira... - disse a Noiva, irritadiça.
E pararam de comemorar.
- Eu só tava, sei lá, de saco cheio porque não tenho mais nada pra fazer, aí resolvi vir aqui pra matar tempo. Tomar um chazinho, sei lá. Mas como esse amigo de vocês me tratou tão mal, eu sei lá... Vou matar vocês um pouquinho.
- Aham, Cláudia, senta lá... - citou o Leo.
- Duvidam da minha capacidade exterminadora? Pobres mortais! Jeremias!
- Chip? - perguntou a marmota, pronta para agir.
- Faz aquele negocinho que explode.
Então, a marmota Jeremias cerrou os olhos, encurvou-se numa bola autoprotetora e, no momento em que ia pular e explodir, destruindo a possibilidade de qualquer forma de vida se proliferar sobre a Terra pelos próximos 50 anos, entrou em seu campo de visão algo que o fez parar. A Noiva, enfurecida, gritou:
- Como assim? Por que pindarolas eles ainda estão vivos?
- Veja bem, madame. Uma coisa é a senhorita me pedir para exterminar da face da Terra essa praga que é a raça humana, esses seres arrogantes que se julgam dominantes do planeta só porque têm teleencéfalo altamente desenvolvido e polegar opositor; mas são tão indoutos e inconsequentes que matam sua própria casa e, se nada for feito para impedi-los, matarão todo o universo conhecido em nome de pedacinhos coloridos de papel aos quais atribuem valores maiores do que os dados às suas próprias mães. Outra coisa é Vossa Senhoria desejar que eu me vire contra um membro da minha própria espécie, um animalzinho cativante e pacífico que não causa mal algum a ninguém e só quer viver em paz.
- Cumequié, mizinfio? - perguntou a Noiva à marmota.
- Veja, madame, aquele belo espécime de marmota chafurdando no sol. - disse Jeremias, indicando nosso amiguinho Lucas Melgares.
- Ah, não acredito. Tá, tá... - disse a Noiva, fazendo um facepalm - eu posso resolver isso sozinha. - E puxou sua espada de Hattori Hanzo, a lâmina mais mortal já feita pelo homem. - O que são uns estudantezinhos pra quem já matou um Bill?
A Noiva se lançou em nossa direção, enquanto gritava como uma guerreira ninja profissional e nós gritávamos como mulherzinhas.
Foi aí que, bem de trás dela, surgiu algo que a atacou tão rapida e ferozmente que ninguém viu. Nossa salvadora desceu ao chão e, tirando, com estilo, os cabelos caídos sobre a cara, disse, dando tchauzinho e sorrindinha:
- Oi, gente.
- Jaque!!! - gritou a Carol, correndo para abraçá-la.
- Bom, se vocês não se importam, eu vou pra Acapulco. - disse Jeremias, iniciando uma despedida. - Tchau, galera. E - disse ele, batendo no ombro do Melgares - se cuida, garoto.
Então, ele se enrolou numa bola autoprotetora e desapareceu em meio a um clarão.
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Ao cair da noite, estávamos todos sentados ao redor de uma fogueira, comendo comida instantânea e ouvindo as músicas que cada um de nós desejava. Foi aí que eu perguntei, curioso (e é uma curiosidade que você também deve ter), à Jaque:
- Jaque, como é que você veio a pé até Asgard?
- Ué, - me disse ela, sem entender o porquê da pergunta - eu só segui o endereço do André...
Foi aí que nós olhamos em volta e percebemos que, o tempo todo, estivemos sentados na varanda da casa do André, e o refeitório era, na verdade, a cozinha dele.
- KLAUTAU! - gritou o Melgares, surpreso.
- Hi hi! - gritou a Carol.
- Uh uh! - gritou a Larissa.
- Au! - gritaram todos. Até a Jaque, o que fez todo mundo olhar assustado pra ela.
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E a história terminou, porque eu cansei de escrever, com todo mundo em volta de uma fogueira na casa do André cantando Barry & Fible; com o Gian, a Isa, o Melgares, o Piá e o David na faculdade, o Rafa dormindo em casa e o resto morrendo na escola. Mas, ao mesmo tempo, e mais importante ainda, cantando em volta da fogueira.

FIM (da parte um)

domingo, 5 de setembro de 2010

Gustav's Saga - RETURN OF THE MARMOT

Ou: Capítulo 15

Ninguém ficou surpreso quando a Priscila se materializou no meio do refeitório de Valhalla. Muito pelo contrário, tanto já a aguardavam que todos vestiram máscaras de gorila e túnicas pretas e apagaram as luzes. Assim que ela apareceu, todos a cercaram e, com uma lanterna que o Gian segurava, iluminaram fracamente o ambiente, imitando terríveis sons de primata. Se já não estivesse antes, a Prisson estaria morta na hora, porque ela gritou como se sua vida dependesse disso, chorou, gritou ainda mais, se atirou no chão e se encolheu numa bola protetora, agarrando as próprias pernas.
Daí, as luzes se acenderam, todos tiraram suas fantasias e, cercando a vítima temerosa, apontaram e riram ferozmente.
Depois que o susto passou (e olha que demorou pra caramba!), explicaram tudo à menina.
- Tá, e agora, o que a gente faz? - Perguntou qualquer um deles (não faz diferença, mesmo... Sei lá, imagine você mesmo perguntando, se isso te fizer feliz - e se você estiver na história).
Agora? - perguntei eu - AGORA, A GENTE VAI... Sei lá, o que a gente faz agora?
- Você que tá escrevendo a história! - exclamou o Leo!
- Ah, senta num cone, seu macaco! - não preciso nem dizer quem exclamou isso, né?
- Não é só porque eu tô escrevendo a história que eu tenho que saber o que acontece toda hora! ... Opa, peraí... É, sim.

E aí, CABUM!, uma explosão destruiu parte do refeitório.
- Será um ataque de Loki? - perguntou o Gian
Saímos do prédio e vimos ninguém menos que a noiva e a marmota rindo maldosamente à distância.

Gustav's Saga - PRISCILA, A RAINHA DO DESERTO

Ou: Capítulo 14

Eis que chegamos ao fim das mortes! Nossa derradeira companheira, a última vítima, era ninguém mais ninguém menos que a Priscila. Nossa amiguinha caminhava em direção à cantina da escola quando três travecos cantando "I Will Survive" caíram em cima dela. Ela se livrou, arrancou sua fiel bala-com-sal da correntinha que carrega sempre no pescoço (exceto quando Rafaéis maldosos e fanáticos por lições de moral a roubam) e matou os três caras com ela. Depois, subiu neles, tirou a bala da cabeça de Bernadette, a líder, e exclamou, como numa propaganda:
-Bala com sal, a melhor defesa contra zumbis e bichas loucas. E ainda conserva a carne para consumo!"
Aí, como estava no contrato da empresa publicitária, arrancou um pedaço do braço de Felicia e começou a comê-lo. Então, sentiu tontura. Tudo escureceu e Vera Verão apareceu no horizonte gritando "EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEPAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA, BICHA NÃO, MÉU AMÓR!"
Foi aí que a Prisson percebeu que tinha contraído a doença da bicha louca. Tarde demais.