sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Gustav's Saga - FOOD, GLORIOUS FOOD

Ou: Capítulo 3

A marmota pôs a cabeça entre as pernas e se enrolou numa espécie de bola. Então, eu explodi.
- Carro amarelo! - disse a Larissa.
Então, ela e o André se pegaram.
- Fraco! - disse o Feipa.
Então, minha voz respondeu, num tom extremamente grave:
- COMO É QUE É?
E o Feipa se calou.
Na verdade, todos se calaram. Aí, foram todos para suas casas e, aparentemente, a história acabou aí. Quer dizer, foram todos para suas casas, exceto a noiva e a marmota.
As duas ficaram morando embaixo do bloco da Larissa por uns meses, até que, finalmente, decidiram que rumo tomar na vida.

Acredito que todos devem ao menos ter ouvido falar do Carnegie Hall. A grande casa de espetáculo em Nova York, Nova York, é famosa no mundo todo, e já sediou apresentações de inúmeros artistas dos mais variados ramos. O casal que morava de frente para o Carnegie Hall eram os simpáticos O'Brien. E, embora ninguém soubesse, os O'Brien não eram simples pessoas: eles eram, na verdade, bruxos. Mas não eram bruxos maus; muito pelo contrário. Eram simpáticos e atenciosos com todos a seu redor, e usavam sua mágica apenas por razões estéticas. Numa bela manhã de sol, quando os pássaros gorjeiavam alegremente em seus ninhos, a Sra. O'Brien espiava o jardim, debruçada sobre a janela da frente. O Sr. O'Brien havia saído para o trabalho fazia algumas horas, e ela sempre resumia seus afazeres entre a partida e o retorno do marido em se lamentar da feiúra de alguma coisa, para que pudesse consertá-la com mágica e, então, sentir-se orgulhosa de sua bruxice. O assunto do dia era a feiúra do jardim, e, por isso, ela o estava espiando.
- Ah, que jardim feio! - disse ela - Como eu queria ter uma cerquinha branca!
E então, uma cerca branca se materializou ao redor do jardim.
- Ah, que jardim feio! Como eu queria ter uma plantação de tulipas!
E então, centenas de tulipas apareceram em todo o jardim.
- Ah, que jardim feio! Como eu queria ter um anão de jardim!
Então, o Gian apareceu no centro do jardim, bem em cima das flores recém-criadas.
- Minhas tulipas! Maldito anão! - disse a Sra. O'Brien, enquanto puxava sua '12 de dentro do casaco. Ela deu um tiro certeiro no Gian, que rodopiou e explodiu na forma perfeita de um cogumelo.
- Ah, que jardim feio! Como eu queria ter um chafariz!

Enquanto isso, nas planícies verdejantes de Asgard, mais precisamente dentro do refeitório, eu me empanturrava de comida e suco de laranja, ao som de Master of Puppets. De repente, o Gian caiu no chão do aposento, envolto por uma nuvem de fumaça.
- Gustav! - gritou ele.
- Nhoc, nhoc! - disse eu, arrancando a carne de um pedaço de coxa de frango com meus poderosos maxilares.
- Que lugar é este? - perguntou, confuso.
- Asgard. Gulp! - eu disse, engolindo a carne do frango.
- Asgard? Quie belheeeza!
- Aham. Nhoc, nhoc! - eu disse, mastigando um pedaço de carne bovina.
- Como é que a gente veio parar aqui? Como a gente faz pra voltar pra Terra?
- Relaxa. Baigou, baigou! - eu disse, engolindo suco de laranja - Apenas sente-se e coma. Temos uma batalha a travar daqui a pouco.





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Os comentários a seguir são os originais postados no blog
Nota do Tradutor, à época do lançamento deste capítulo.

2 comentários:

  1. Que bel história, cara. Adoro essas histórias com continuação e talz. Tá bem legal.

    E eu adoro a brincadeira do carro amarelo...

    QUINTA-FEIRA, 17 DE DEZEMBRO DE 2009

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  2. "Eu explodi": Bela forma de adentrar em Asgard \o/
    *stspol*

    SEXTA-FEIRA, 18 DE DEZEMBRO DE 2009

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