Apesar de estar um dia lindo por todo o país, com o sol brilhando azul, risonho e límpido, chovia aos baldes em uma manchinha insignificante no mapa.
Do lado de fora dessa manchinha, na lateral inferior esquerda, por uma estradinha esquecida, vinha um carro. Nesse carro estava o David.
O carro parou em uma banca de pedágio que havia bem abaixo de uma placa com os dizeres "Divisa RO-AC". Um guarda rodoviário se aproximou da porta do motorista e fez sinal para que o vidro fosse aberto.
- Posso ver sua carteira de motorista, senhor?
O motorista sacou o documento na mão impaciente do policial. O guarda deu-lhe as costas para o exame. Era uma carteira de motorista perfeitamente comum, aparentemente. Porém, o uso de um dispositivo emissor de luz ultravioleta revelou um minúsculo carimbo em forma triangular no canto inferior direito. O guarda voltou-se para o carro.
- Está tudo em ordem, senhor. Pode prosseguir. - disse, devolvendo o documento.
- Obrigado. - respondeu o motorista.
- E bem-vindo ao Acre! - acrescentou o guarda, enquanto o carro se afastava.
Do outro lado da divisa, no entanto, não havia nada além de uma placa com uma seta para cima e a palavra "Acre".
O David e o motorista saíram do carro e se aproximaram do centro da pista. Agacharam-se diante de pequenos quadrados amarelos fincados no chão, e, então, o motorista pronunciou uma palavra inaudível. Dois minúsculos teclados pretos, um com dígitos de 0 a 9 e outro com as letras do alfabeto ocidental, saíram de um buraco no solo. Usando-os, o motorista digitou as verdadeiras coordenadas do Acre (que eu juro que procurei pra deixar a história mais realista, mas não encontrei) e, em poucos segundos, uma luz brilhante rasgou as nuvens de chuva, cobrindo os dois completamente. Houve um clarão silencioso, e os dois já estavam dentro do disco voador.
- Senhores passageiros, por favor, mantenham as mãos e os pés dentro do disco voador. - anunciou a aeromoça - Dentro de instantes, estaremos partindo para o Acre. Agora, queiram me dar licença.
Ela se retirou, apanhou uma bandeja de café em cima do carrinho de lanches e entrou na cabine do piloto.
Só que, por uma incrível coincidência do destino, o co-piloto acabara de comer uma banana e jogara a casca justo no local onde o pé da aeromoça estaria em meio segundo. O café encharcou o painel de controles da nave enquanto o piloto anunciava: "partindo para o Acre em três, dois, um. Merda!"
------------------------------------------------------------
A caminho do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek vinha um avião em que, por acaso, estava o nosso amigo Vitor Renan, também conhecido como Feipa, também conhecido como \/!T0₢ Rënän.Com a aeronave já sobrevoando o Distrito Federal, três homens se levantaram, um de cada vez, e caminharam lentamente até a frente do avião, enquanto os outros tripulantes se perguntavam a razão daquilo.
- Muito boa tarde, senhores passageiros. - disse o homem do meio - Nós somos três terroristas da Al Qaeda em visita ao seu país. Por favor, não se assustem. Não queremos lhes fazer mal. Em vez disso, queríamos pedir sua atenção para a apresentação que preparamos especialmente para vocês. Vamos apresentar "My Little Buttercup", de Randy Newman.
- Bicha! - gritou o Feipa.
- O quê? Quem disse isso? É assim que vocês tratam os estrangeiros?! Então, tá! Foram vocês que pediram!
Os terroristas então sacaram suas armas, entraram na cabine e atiraram no piloto e no co-piloto.
- OK! - anunciou o chefe pelo rádio - Nós tomamos controle do avião. Não façam nenhuma idiotice e sairá tudo bem. Nós não planejamos fazer ataque algum ao seu país. Apenas queremos pilotar este avião porque nunca tivemos a chance.
- Exceto no Flight Simulator. - acrescentou o segundo terrorista.
- Isso. Assim como nunca tivemos a chance de apresentar nossos números de dança. O público sempre nos rejeitou. Pensamos que aqui fosse diferente. - o chefe secou uma lágrima - Mas tudo bem. Olha... Me deu uma fome agora... Alguém sabe onde tem uma boa pizzaria por aqui?
- Eu sei! - gritou um passageiro.
- Traga ele aqui, Terrorista nº3. - disse o chefe ao terceiro terrorista.
O passageiro foi levado à cabine.
- Então, onde é? - perguntou o chefe.
- Tá vendo aquelas duas torres? - apontou o passageiro.
- Hum... O que tem elas?
- Ali eles fazem as pizzas mais famosas do país!
- É mesmo?
- Uhum!
- Uau, nunca imaginei que aquilo fosse uma pizzaria... Não tem cara de pizzaria... - disse o chefe, virando-se para o passageiro.
- É pra não chamar muita atenção. Senão fica ainda mais lotado. Os caras já tão sobrecarregados de trabalho...
- Ah, sim.
O avião foi na direção das torres, e tudo estava indo bem. Até que, do nada, apareceu um disco voador e os dois se chocaram.
puts... eles nem chegaram na pizzaria!
ResponderExcluirhauahuahauhau
ResponderExcluirLembrei-me da "Notícias Populares", dos Melhores do Mundo.
Cacete, na melhor parte eles tinham que bater no disco voador!
ResponderExcluir