O transporte público no DF, assim como em, provavelmente, todo o Brasil, é uma merda. Sem contar que tem engarrafamento direto (também) por causa dos ônibus. Em um desses ônibus estavam, não por acaso, dois amiguinhos nossos: o Leo e o Melgares. O ônibus corria quando podia (e quando não podia, também) e, assim, a viagem era rápida e perigosa. Foi na W3, na 503 sul, pra ser mais preciso, que o ônibus em que eles estavam deu uma guinada súbita para a esquerda, bateu no meio-fio e se desgovernou. O motorista havia desmaiado, e com o pé no acelerador! Em qualquer outro caso, o pé simplesmente teria aliviado e o carro teria morrido, mas, no caso desse motorista em particular (e, por uma coincidência enorme, era justo ele quem estava dirigindo justo aquele ônibus justo naquele dia), não. Isso porque esse motorista em particular tinha uma perna de ferro substituindo justamente a perna direita. Assim, o ônibus, em vez de parar, ganhou velocidade.
Num momento de súbita revelação em meio ao desespero, o Melgares, suando frio, olhou para o Leo e anunciou:
- Leo, segura! Nós vamos bater!
Enquanto isso, em Asgard, eu, o André e o Gian saíamos do refeitório viking para enfrentar as hordas de inimigos ferozes munidos de seus machados sanguinolentos. E nós, o nosso time de bárbaros vikings, estávamos igualmente ferozes e ameaçadores, munidos de nossos... balões de água?!
Por incrível que pareça, milhões de homenzarrões barbudos e suados corriam ao nosso lado grunhindo e rangendo os dentes e brandindo nada mais que bexigas cheias de agá-dois-ó.
Enquanto os inimigos tinham machados!
Um dos bárbaros que lutavam ao nosso lado arremessou, com sua força viking, um balão em um adversário e, quando este foi atingido, virou pó.
- É claro! - pensei - Esses bichos são mais porcos que alguém bem porco! Eles odeiam água, e tem tanta sujeira grudada neles que simplesmente não suportam a limpeza!
Entendendo isso, nós três - ou seja, eu, o Gian e o André - avançamos, sem temer um banho, e derrotamos cada um um inimigo.
O André subiu em cima de um bárbaro que havia derrotado e gritou, em pose triunfal:
- Dedico esta vitória à Larissa!
O Gian subiu, com muita dificuldade, em cima de um bárbaro que havia derrotado e gritou, em pose triunfal:
- Dedico esta vitória à Isa!
Eu subi em cima de um bárbaro que havia derrotado e gritei, em pose triunfal:
- Dedico esta vitória à Scarlett Johansson!
Então, um inimigo me acertou uma machadada na nuca e eu morri.
No refeitório, o Melgares, o Leo e o Pedro (sim, ele mesmo!) apareceram, envoltos por uma nuvem de fumaça.
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Os comentários a seguir são os originais postados no blog
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Nota do Tradutor, à época do lançamento deste capítulo.
uuuuh
ResponderExcluircomo eu morri?
SEGUNDA-FEIRA, 21 DE DEZEMBRO DE 2009
Você vai saber assim que eu postar o próximo capítulo. Se bem que dá pra deduzir lendo este...
ResponderExcluirTERÇA-FEIRA, 22 DE DEZEMBRO DE 2009
Dá não... eu não estava no ônibus!... estava?
ResponderExcluirQUARTA-FEIRA, 23 DE DEZEMBRO DE 2009
Ops, morte do bárbaro ><
ResponderExcluirVikings rule alive, suckers!
QUARTA-FEIRA, 23 DE DEZEMBRO DE 2009
Pow, cara, se vc tivesse esperado mais um pouquinho, poderia ter dedicado a morte do viking à Brittany Murphy. E como ela morreu mesmo, apareceria em Asgard, ouviria sua dedicação e ficaria perdidamente apaixonada^^
ResponderExcluirOu não.
QUARTA-FEIRA, 23 DE DEZEMBRO DE 2009